MAPAS MENTAIS DE CEGOS EM DIAMANTINA
Projeto de pesquisa
- Período
- 2014–2015
- Resumo
- Muito tem sido discutido acerca da inclusão e da autonomia de pessoas portadora de deficiência visual, entretanto, poucas vezes a ciência geográfica tem se preocupado em compreender a maneira como estas pessoas experienciam e percebem a realidade, de modo a apreender a geografia do mundo, ressignificando-o e repondo sua própria geografia no mundo. É neste sentido que propomos levantar os mapas mentais de pessoas portadoras de deficiência visual. Diamantina é apenas um apanágio, entretanto, como cidade histórica, construída há cerca de três séculos, ela oferece uma série de dificuldades específicas para o deslocamento destas pessoas, a saber, o calçamento irregular das ruas, falta de calçadas, dificuldades de estacionamento, irregularidade do traçado urbano, moradias e prédios públicos com diversos andares e níveis. Como as paisagens e lugares são afetados por estas restrições? Como a cidade se mostra e é recomposta na percepção destas pessoas? São estas as questões fundamentais que busco responder. O que pretendo aqui é usar a técnica dos mapas mentais para compreender a experiência e a percepção de pessoas que têm disso negligenciadas nos estudos que visam compreender como concebemos o mundo: os portadores de deficiência visual. Para isso, vamos procurar compreender como os sentidos interferem na maneira como percebemos e organizamos o espaço, como nos relacionamos com o meio a partir do corpo e, mais especificamente, da visão para, então, produzir Mapas Mentais.