Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

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REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE MULHERES QUILOMBOLAS SOBRE GESTAÇÃO, PARTO E PUERPÉRIO E SUAS PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE REPRODUTIVA

Projeto de pesquisa

Período
2013–2016
Resumo
Por séculos as mulheres das comunidades tradicionais quilombola foram cuidadas durante a gestação, parto e puerpério por parteiras e mulheres de sua confiança. Nas ultimas décadas as mulheres desta cultura passaram a dar à luz seus filhos em hospitais, onde procedimentos que não atendem às particularidades de cada caso acabam por transformar o parto em uma experiência de dor, medo e abandono. Os conhecimentos técnico-científicos da obstetrícia contemporânea precisam ser complementados pela percepção do parto como um fenômeno biopsicossocial. As práticas sociais do cotidiano das mulheres de um determinado território, classe social e inserção étnico-racial constróem um conjunto de representações do cuidado da gestante, da parturiente, e do recém nascido que contemplam suas necessidades específicas nestas fases da vida. Reconhecer quais são estas necessidades e buscar formas de satisfazê-las enriquece a experiência do parto e nascimento e aumenta sua segurança e efetividade. Este estudo tem por objetivo conhecer e valorizar as práticas de cuidado da saúde reprodutiva realizadas por mulheres de comunidades tradicionais quilombola, e compreender suas necessidades durante a gestação, parto e puerpério, fortalecendo sua autoconfiança e autonomia e contribuindo para a humanização no atendimento ao parto e nascimento nos município de Serro e Diamantina, Minas Gerais.

Coordenador