CAPISTRANAS DA GEOGRAFIA: o patrimônio pensado a partir da fenomenologia-existencialista
Projeto de pesquisa
- Período
- 2017–2018
- Resumo
- Que é patrimônio? Como é o convívio cotidiano com o patrimônio tombado? Como exercemos nossa liberdade essencial na relação com uma cidade que possui inúmeras restrições em função do tombamento? São estas as questões que nortearão nossa investigação a partir de um aporte teórico ontológico-epistemológico que se situa entre aquelas que (re)pensam as bases da ciência e do conhecimento Geográfico pela via da experiência e do sensível – pela fenomenologia. A memória diamantinense se relaciona com as experiências coletivas de patrimônio. A cidade é viva como patrimônio e apesar deste patrimônio. Se por um lado, o tombamento contribui da preservação das características peculiares, do orgulho das manifestações populares, da paisagem mineira do casario colonial, por outro ele “congela” a cidade que deixa de “evoluir” com o modo de vida pulsante. Como, por exemplo, lidamos com o pavimento de pedras irregulares que compõe o patrimônio histórico-cultural tombado e, por outro lado, limita ou impede portadores de deficiência motora ou visual e idosos de se locomover pela sua cidade? Há portanto, um tensionamento entre o exercício da liberdade essencial e o patrimônio, entre o tombamento e as formas de “resistência” no uso da cidade. Assim a partir de uma geografia de existencial-fenomenológica sartreana, pretendemos olhar as questões que envolvem o cotidiano exercício da liberdade e a patrimonialização da cidade de Diamantina.